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Risco de incêndio faz Fundação fechar o Cine Teatro Vera Cruz

Devido ao descumprimento de normas de segurança, o Cine Teatro Vera Cruz está fechado preventivamente por tempo indeterminado. Todos os eventos agendados no local foram cancelados, pois o espaço funciona sem alvará desde a reinauguração, em 2009. O Corpo de Bombeiros realizou vistoria à época e notificou a Prefeitura sobre o risco de incêndio, mas o teatro continuou em funcionamento e até sediou programações para alunos da rede pública.

A presidente da Fundação Cultural, Sumayra de Oliveira (PCdoB), explica que vistoria preventiva foi realizada com a equipe da Secretaria de Infraestrutura e foram detectadas irregularidades no teatro, que ainda serão avaliadas por um técnico especializado. O espaço também não possui alvará de funcionamento, pois na época da reinauguração a Prefeitura não executou os projetos de prevenção a incêndio e pânico exigidos pelo Corpo de Bombeiros. “Por isso, encaminhamos na terça-feira portaria fechando preventivamente o Cine Teatro Vera Cruz. Os eventos previstos serão cancelados ou transferidos. Já enviamos comunicado sobre a decisão administrativa a todos que solicitaram agenda para uso do local”, salienta.

Conforme apurou a reportagem do Jornal da Manhã, o projeto de prevenção de incêndio para o teatro foi aprovado pelo Corpo de Bombeiros no dia 28 de maio de 2009. Após prazo para adequações, o órgão realizou vistoria no local em fevereiro de 2010 e constatou irregularidades, inclusive a não-execução do projeto preventivo até a data. A PMU foi então notificada. A falta de hidrante foi um dos problemas apontados pelos bombeiros. 

Em junho de 2012, a Fundação Cultural chegou a entrar com uma solicitação para a não-implantação do hidrante e justificou que havia água suficiente na rede para atender eventuais demandas, porém o pedido foi negado sob a afirmação que a segurança do teatro municipal não atendia às exigências técnicas. Ainda assim, o local continuou em funcionamento.

Além das questões não sanadas à época, a vistoria realizada agora detectou possível comprometimento nos suportes de iluminação e na estrutura que sustenta os aparelhos de ar-condicionado do teatro. De acordo com estudos preliminares, será necessário investimento em torno de R$30 mil para a execução dos projetos de segurança. No momento, a presidente da Fundação prefere não colocar prazo para conclusão das adequações, já que será preciso aporte de recursos e equipe que vão extrapolar a competência da autarquia. “É um cronograma que não depende de nós. Esperamos trabalhar o quanto antes para devolver o teatro à comunidade”, afirma.

Sumayra reforça que, após a tragédia no Rio Grande do Sul, a presidente Dilma Rousseff emitiu pronunciamento para todos os municípios ficarem atentos à fiscalização de espaços privados e públicos. A proposta é evitar outros desastres semelhantes por descumprimento das normas de segurança. Desta forma, também serão realizadas vistorias no Teatro Experimental de Uberaba (TEU), no CentroPark e nos museus de Arte Sacra e de Arte Decorativa. Entretanto, nenhum dos equipamentos será fechado por enquanto. “O Vera Cruz é um teatro maior, possui tapetes e cortinas e, por isso, maior exposição a riscos. Era o único local com alerta do Corpo de Bombeiros. Nenhum outro espaço tinha um processo interno nesse sentido”, explica.


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