Por: André Montandon
Uma das apostas mais quentes da cena indie brazuca, a banda Varanda desembarca pela primeira vez em Uberaba no próximo 19 de setembro, ocupando o palco do Laboratório 96 com o show do disco “Beirada” (2024).
Confirmada no line-up do Lollapalooza 2026, a banda de Juiz de Fora-MG vem conquistando público e crítica com seu tempero indie rock, que flerta com o pop oitentista e com aquela pitada de brasilidade, sempre embalados por letras que transitam entre poesia e cotidiano.
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| Foto: Yan Gabriel |
Formado por Amélia do Carmo (voz), Mario Lorenzi (guitarra), Augusto Vargas (baixo e vocais) e Bernardo Merhy (bateria), o grupo leva para os palcos uma energia intensa, marcada por arranjos criativos e um frescor que tem renovado a cena independente nacional.
E não para por aí: no dia ainda rola discotecagem do duo Beat Livre abrindo e fechando a noite.
Aproveitando a estreia em terras uberabenses, batemos um papo exclusivo com o baixista Augusto Vargas. Ele falou sobre o processo criativo de Beirada, a importância de levar o som para além dos grandes centros, a conquista de estar no Lolla e, claro, deixou um recado especial pra galera do Zebunarede. Confere aí:
- Essa será a primeira vez de vocês em Uberaba. O que o público pode esperar desse show no Laboratório 96 e como a banda se prepara para encontrar novos palcos e plateias?
Augusto Vargas - O público pode esperar um show bem pra cima e com bastante dinâmica, muito rock e doiderinhas. A gente sempre procura estar com o repertório bem ensaiado, trazer alguma novidade, seja de música nova ou dar uma mudada ou aprimorada em algum arranjo.
- O álbum Beirada tem sido muito elogiado e marcou uma nova fase para a banda. Como foi o processo de criação desse trabalho e de que forma as músicas ganharam uma nova vida no palco?
Augusto Vargas - As músicas desse disco foram construídas durante nossas imersões em 2023 e início de 2024 e depois lapidamos todos os arranjos com o Paulo Emmery, que foi o nosso produtor. No palco as músicas ganham mais força, fica mais rock, porque temos que adaptar o instrumental, que as vezes é cheio de camada de guitarras e sintetizadores, ao formato da banda, que é batera, baixo, guitarra e vocal.
- A Varanda tem se destacado na cena indie nacional e agora chega a mais cidades do interior. Como vocês enxergam a importância dessas conexões fora dos grandes centros para o crescimento da banda e da música independente no Brasil?
Augusto Vargas - Achamos importante sempre levar nosso som para todos os lugares. Também somos uma banda vinda do interior, somos de Juiz de Fora, que é interior de Minas Gerais, então é importante pra além das capitais, fazer essas conexões com outros interiores e sempre ir expandindo as fronteiras do nosso som.
- Estar no line-up do Lollapalooza, um dos maiores festivais do mundo, certamente foi um marco. O que essa conquista representou para vocês e de que maneira influencia os próximos passos da banda?
Augusto Vargas - Foi um grande marco. Acreditamos que essa conquista representou pra gente uma comprovação de que o nosso som tem caminhado da forma certa e tem chegado em muitas pessoas. Achamos super importante saber que estamos sendo vistos e que nossas músicas estão saindo da bolha. Essa conquista com certeza fará com que outras conexões sejam estabelecidas e que mais oportunidades de levar nosso som a cada vez mais novos públicos irão surgir.
- Para encerrar, manda um salve pra galera que acompanha o Zebunarede e que já está ansiosa para esse encontro especial!
Augusto Vargas - Grande abraço da banda Varanda pra galera que acompanha o Zebunarede! Até sexta! A banda está animada pra conhecer Uberaba 🤘


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