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BATE-PAPO COM O TENISTA JOÃO MENEZES


Por: André Montandon



Com apenas 22 anos, João Menezes já é um dos principais nomes do tênis brasileiro. Vivendo o seu melhor momento na carreira, o uberabense ocupa atualmente a 210º posição no ranking mundial da ATP (Associação de Tenistas Profissionais), sendo o terceiro melhor brasileiro. Apaixonado pelo esporte, o atleta contou com a influência e o apoio da família no desenvolvimento no tênis. Agora com a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos, busca alcançar grandes títulos e chegar forte nas Olimpíadas de Tokio 2020.

Mas nem sempre foi assim. João passou por momentos difíceis nessa trajetória, pensando até em abandonar o esporte devido a resultados que não vinham e principalmente, pelas três cirurgias no joelho esquerdo e uma lesão na coluna. Mas, pelo apoio do pai, seu grande incentivador, ele retomou os treinamentos em busca dos seus sonhos. 

Confira o nosso bate-papo com esse grande atleta uberabense:

- João, quando começou o seu interesse pelo tênis; os primeiros passos no esporte e a influência da família?

João Menezes - O interesse pelo tênis começou através do meu pai e do meu avô, que jogavam. Quando eu era pequeno, eles iam jogar no clube, me levavam e eu ficava ali brincando com a raquetinha, com a bolinha, e esse interesse foi aumentando cada vez mais.

- Quem são os seus ídolos, dentro e/ou fora do esporte?

João Menezes - Meu maior ídolo, é o meu pai. Devido a tudo que ele me proporcionou, a maneira com que ele enxerga as coisas, todo o apoio que ele me deu durante todo esse tempo. E no esporte, meus ídolos são o Senna e o Guga.

João com o seu Pai Fabiano Hueb.

- No final de 2018, você chegou a pensar em desistir da carreira. O que te motivou a realmente não abandonar o tênis?  

João Menezes - O que me motivou a não desistir, foi que meu pai me fez a seguinte pergunta: "Você está querendo desistir porque você não gosta mais de jogar tênis ou porque você não está satisfeito com o seu desempenho? Se você tivesse entre os 100 melhores do mundo ou se pudesse escolher qualquer outra profissão em que você fosse bem sucedido, engenheiro, arquiteto, médico, nutricionista, fisioterapeuta, policial, enfim... qualquer coisa. O que que você escolheria?" Eu falei, "eu seria jogador de tênis". Ele falou: "então não é por isso que você vai desistir. Você tem que continuar."

- Essa sua segunda participação nos Jogos Pan-Americanos foi especial. Pela campanha e acima de tudo, pela conquista da medalha de ouro. Qual é a diferença do João Menezes dos Jogos de Toronto em 2015, em relação ao João Menezes de Lima 2019?  

João Menezes - A diferença entre 2019 e 2015, eu acho, que é um pouco de maturidade, e óbvio, um pouco de nível né. Em quatro anos o jogador se torna melhor. Eu tive uma ascensão muito boa. Estou muito melhor preparado fisicamente e mentalmente. Enfim... eu acho que é um pouco do trabalho do dia a dia que a gente faz, mas que, quem está de fora não acompanha muito. Então isso é o mais importante, o trabalho do dia a dia.

- Qual adversário deu mais trabalho na conquista do Pan?

João Menezes - O adversário que deu mais trabalho, eu acho que foi o jogo da final, que foi tenso! Eu assisti a reprise depois e em todo momento parecia que o cara ia ganhar o jogo. Em todo o momento! Eu não me enxerguei de fora, superior em nenhum momento. Mas... ainda bem né? (risos), eu consegui tirar forças pra ganhar o jogo.


- Você esperava todas essa repercussão e recepção após o titulo, em seu retorno à Uberaba?

João Menezes - Não esperava toda essa repercussão do título e essa recepção que fizeram em Uberaba. Me pegaram de surpresa. Acho que foi muito válido, até para o meu reconhecimento e minha imagem. Foi uma coisa fantástica!!!

Recepção em Uberaba após a conquista da medalha de ouro. 

- Quais são as suas expectativas para os dois próximos compromissos. O Qualifying do US Open em Nova York e para primeira participação na Copa Davis?

João Menezes - Embarque na ultima quinta-feira pra Nova York, para jogar o quali do US Open e me sinto bem preparado. De lá, eu jogo dois Challengers na Itália e depois a Copa Davis. Enfim, eu só posso dizer, que espero representar o Brasil com a mesma garra, com a mesma atitude que eu demostrei no Pan.

Temos certeza disso João!!!  
Muito obrigado pela atenção e boa sorte na sequência da temporada. 
Seguiremos na torcida! 

Curtiu a entrevista? Quer saber mais sobre o atleta?

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