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ZEBUNAREDE ENTREVISTA - CMP 22


Por: André Montandon


Em 1995, nascia em São Paulo o CPM 22. Uma das poucas bandas brasileiras de hardcore a ganhar um disco de ouro e despontar no cenário nacional em pouco tempo de existência.

Com 8 álbuns e 4 DVD´s gravados (destaque para Ao Vivo no Rock in Rio 2015) já em 2000, a banda foi indicada à categoria Melhor Democlipe no VMB, premiação da MTV. Dois anos mais tarde, na mesma premiação, conquistaram o prêmio de Revelação com o clipe “Tarde De Outubro”. Em 2005, a banda levou os prêmios de Melhor Vídeo Clipe de Rock com “Irreversível” e Escolha da Audiência com “Um Minuto Para o Fim do Mundo”. No ano seguinte, venceram na categoria Melhor Performance Ao Vivo. No Prêmio Multishow de 2007, conquistaram a categoria melhor DVD com o CD/DVD MTV Ao Vivo e em 2008, o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro. Atualmente, a banda formada por Badauí, Japinha, LucianoFernando e Phil está em turnê com o álbum "Suor e Sacrifício" e teremos o prazer de conferir esse novo trabalho com um super show na LIU - Liga Interestadual Universitária no dia 07 de setembro em Uberaba. 

Aproveitamos essa visita para conversar com o vocalista Badauí, que nos falou sobre os 22 anos da banda, do novo album, do inesquecível show no Rock in Rio e muito mais. Confira:

- O CPM22 está completando 22 anos de carreira, marca importante para uma banda de Rock, principalmente da cena underground. A que vocês atribuem essa longevidade de sucesso?

Badauí - Ah, cara, eu acho que a gente teve um pouco da sorte de pegar a última geração de bandas que conseguiu contar com a divulgação na TV aberta, com a MTV forte. Isso facilitou pra que a gente conseguisse formar um público bem fiel e grande, pra poder chegar com 22 anos de banda e uma carreira sem tantos sustos. Com altos e baixos, que é normal, mas de certa forma bem sólida. A  gente pegou o começo da internet e fomos nos adaptando bem, crescendo junto com ela, porque a internet ainda era uma coisa muito nova quando a gente montou a banda e soubemos nos adaptar a isso, mas realmente é difícil viver de rock/punk rock no Brasil, sobre tudo nos dias de hoje, que está cada vez mais escasso o espaço pra divulgação.  

- Após seis anos, a banda lançou em abril seu novo álbum de inéditas, “Suor e Sacrifício”. Como foi o processo de produção desse novo trabalho?

Badauí - A produção do Suor e Sacrifício foi muito legal, a gente tava muito a fim de fazer o disco. Depois de tantos discos, tanto tempo de banda, acho interessante você fazer um lançamento de músicas inéditas e despois esperar uns anos pra lançar de novo...esperar a galera digerir o que aquele disco reflete, aquela época que a banda está vivendo naquele momento. 

Entre Depois de Um Longo Inverno, de 2011 e Suor e Sacrifício, de 2017, a gente teve também o Acústico, a coletânea de 20 anos e aí teve o do Rock in Rio, que deu uma atrasada no disco, pois a gente não esperava lançar o CD e DVD do Rock in Rio e por isso a gente acabou esperando um pouco mais. Mas acho que  veio em boa hora, com a formação da banda legal, com  a volta do Fernando (no baixo) e com o Phil efetivado (na guitarra) também. Acho que escrever um disco de inéditas é isso...como comentei anteriormente, o disco reflete aquele momento que a banda tá vivendo e esperar um pouquinho mais, um ano e meio, dois anos, pra lançar o disco foi importante pra gente amadurecer aquilo que a gente queria dizer.


- O atual trabalho foi divulgado com 14 faixas no CD físico e 16 faixas na versão digital. Essa diferenciação se deu por causa dos novos recursos e mídias digitais?

Badauí - Ah, a gente resolveu deixar duas a mais nas plataformas pra poder ter uma diferença de um pro outro e também tem um pouco a ver com o tempo que disco teria, porque pra colocar essas duas músicas a mais o disco  físico sairia mais caro nas lojas. Essas mesmas 16 das plataformas digitais também vão no nosso vinil, que vai sair duplo e sai muito em breve. Então é legal ter algumas diferenças, né.

- A apresentação no Rock in Rio 2015 foi a mais marcante na carreira da banda? Conte-nos um pouco sobre essa experiencia de abrir a noite do Palco Mundo com grandes nomes do rock mundial como Queens Of The Stone Age e System Of A Down?

Badauí - Cara, foi um puta show. O Rock in Rio vem com toda aquela tradição e grandeza do festival em si, com bandas consagradas e um festival genuinamente de rock e pop rock, então é um marco na nossa carreira ter tocado no Palco Mundo e ter eternizado num DVD. Ficou muito legal o resultado, pra gente foi com certeza um carimbo que faltava em nossa carreira.

Nós tivemos shows sensacionais ao longo desses 22 anos, mas com certeza o Rock in Rio foi um divisor de águas pra gente, foi algo muito importante  que a gente alcançou na nossa carreira e que faltava em nossa galeria.



- O ultimo show do CMP 22 em Uberaba foi em 2014, de lá para cá já se passou muito tempo e a galera está ansiosa por esse novo encontro. Deixe um recado pra galera?

Badauí - Bom galera, é o seguinte. A formação tá muito foda agora, com o Phil e com o Fernando. É o melhor time que a gente já teve, o disco tá muito legal, a aceitação dele tá muito alta e a galera tá curtindo muito. Não vão ter só músicas novas, vão ter as antigas também, a gente nunca toca só as novas no show, mas com certeza é um show bem diferente dos que vocês viram na última vez, então vamos deixar a preguiça de lado, gastar um pouquinho da grana guardada e vâmo ver um show de rock de verdade de uma banda que tá num ótimo momento. Certo? Muito bom estar de volta à Uberaba!!! Um abraço!!!

Valeu Badauí!! Sucesso sempre!!

Curtiu a entrevista? Quer saber mais sobre o CMP 22?  Acesse:

http://cpm22.com.br/

https://www.facebook.com/cpm22official/

Mais informações do show, acesse: https://www.facebook.com/jogosliu/

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